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Gestão de Riscos
Os comitês e os órgãos gestores de controles e de riscos formam um eixo estratégico de suporte ao desenvolvimento equilibrado e sustentado do Banco. Buscam a minimização de perdas e adotam um padrão mais rígido do que o requerido pelos órgãos reguladores. O gerenciamento de risco no Banco é o processo que identifica os riscos chave, estima os mesmos de forma prática e consistente, e avalia o impacto das potenciais perdas, dentro de limites determinados, por meio de modelagem matemática e estatística.

A contratação de consultoria especializada estabeleceu o respaldo técnico para a identificação dos pontos críticos de controle e da modelagem dos riscos, medida essa que vem sendo implantada em todos os processos desde então. Além disso, contribuiu para o maior desenvolvimento da cultura de controles na Instituição. Por meio do desenvolvimento e da utilização de ferramentas baseadas nas melhores práticas internacionais, os riscos de mercado, de crédito e operacional são identificados, quantificados e administrados, garantindo-se o aperfeiçoamento contínuo da gestão de riscos, presente em todos os níveis.

O BICBANCO tem como meta a automação e a formação da base de dados para o gerenciamento e a modelagem de riscos, baseada em dados históricos de perdas e evolução dos controles. No sistema de gerenciamento de riscos, foi implementado, no primeiro semestre de 2006, um módulo de controles internos.

Esse módulo beneficia quatro perfis de usuário. No primeiro deles, os gestores de área poderão efetuar suas auto-avaliações de controles através de workflow, proporcionando o preenchimento das informações de forma eletrônica em suas próprias estações de trabalho. No segundo perfil, a própria área gestora pode monitorar a execução dos planos de ação decorrentes de controles passíveis de melhorias. No terceiro perfil, a auditoria interna tem acesso direcionado ao sistema, de forma a possibilitar a inserção de seus comentários sobre as avaliações e testes, bem como extrair relatórios. No quarto perfil, a Diretoria tem a visão das informações gerenciais – relatórios, gráficos e outros. Adotamos a estrutura do “Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission” (“COSO”), cujos membros são as principais associações norte-americanas e internacionais de contadores e auditores internos, e que é amplamente divulgada e utilizada nos Estados Unidos, adotada pela maioria das instituições de capital aberto registradas na SEC. O COSO define controle interno como um processo elaborado para fornecer segurança razoável nos seguintes aspectos:

• Eficiência e eficácia das operações;
• Integridade dos relatórios financeiros;
• Conformidade com legislações e regulamentações aplicáveis à instituição.

Os controles devem ser estabelecidos para minimizar a exposição aos riscos que podem prejudicar a busca dos objetivos da Instituição. O BICBANCO tem como meta que esses objetivos devem ser definidos previamente, considerando o perfil e os aspectos estratégicos e operacionais de cada unidade, dos processos, sub-processos e as atividades da Instituição.

Os procedimentos de gestão de risco e controles internos do BICBANCO avaliam, monitoram ou mitigam os seguintes riscos:
Relatório de Gerenciamento de Risco - Circular 3.477 - Setembro 2011

Relatório de Gerenciamento de Risco - Circular 3.477 - Junho 2011

Relatório de Gerenciamento de Risco - Circular 3.477 - Março 2011

Relatório de Gerenciamento de Risco - Circular 3.477 - Dezembro 2010

Risco Externo
É o risco relacionado a fatores externos e que não estão sob o controle da organização, tais como a competição. Foram analisadas as ações da concorrência ou de novos participantes do mercado que estabeleçam e sustentem vantagens competitivas.

Além disso, é considerado como um importante risco externo a ser monitorado o nível de disponibilidade de capital, que pode representar uma ameaça ao desenvolvimento organizacional, à execução das estratégias ou à geração futura de retornos financeiros em função da indisponibilidade de recursos próprios, oriundos dos acionistas ou de terceiros.

Foram analisadas também as alterações nas regulamentações ou outras ações de órgãos reguladores que tenham um impacto negativo nas operações. Finalmente, foi avaliado o risco de interrupção de negócio, representado pela eventual impossibilidade de sustentar as operações, prover serviços essenciais ou recuperar custos operacionais decorrentes de desastres controláveis ou não.
Risco Operacional
É o risco de perda resultante de processos internos, pessoas e sistemas inadequados ou falhos, ou de eventos externos. O BICBANCO busca prevenir situações de exercício de atividades em desacordo com as políticas, normas e procedimentos estabelecidos pelo Banco, fraude interna, fraude externa, segurança da informação, processos trabalhistas, interrupção ou dificuldades de operações dos sistemas, confidencialidade de informações, falhas na concepção e modelagem de produtos e serviços bancários, cumprimento de obrigações com os clientes, fornecimento de informações incompletas ou intempestivas a entidades externas, órgãos reguladores, acionistas e investidores, vícios na formalização de operações, custódia de documentos e mau relacionamento com parceiros comerciais, fornecedores e terceiros.
Estrutura de Risco Operacional do BICBANCO 10/04/2008  (1,79 Mb)

Apresentação Risco Operacional na ABBC (3,68 Mb)

Risco de Mercado
É o risco de que o valor de um instrumento financeiro ou de uma carteira de instrumentos financeiros se altere, em função da volatilidade das variáveis existentes no mercado (taxa de juros, taxa de câmbio, ações, commodities, etc.), causada por fatores adversos, políticos ou outros. O BICBANCO avalia o grau de exposição e impõe limites para as suas operações.
Risco de Crédito

O risco de crédito refere-se à possibilidade de ocorrência de perdas   associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas   respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização   de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de   risco do  tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens   concedidas na renegociação e aos custos de recuperação.


  O risco de crédito compreende, entre outros:

  • o risco de crédito da contraparte, entendido  como  a possibilidade de não cumprimento, por determinada  contraparte,  de obrigações   relativas  à  liquidação  de  operações  que  envolvam  a negociação  de   ativos  financeiros, incluindo  aquelas  relativas  à liquidação de   instrumentos financeiros derivativos;

  • o risco país, entendido como a possibilidade de perdas associadas  ao   não cumprimento de obrigações financeiras  nos  termos pactuados  por   tomador ou contraparte localizada fora  do  País,  em decorrência de   ações realizadas pelo governo do país onde está localizado o  tomador ou   contraparte, e o risco de transferência, entendido como a  possibilidade   de ocorrência de entraves na conversão  cambial  dos valores recebidos;

  • a  possibilidade de ocorrência de  desembolsos  para honrar  avais,   fianças,  coobrigações, compromissos  de  crédito  ou outras operações de   natureza semelhante;

  • a  possibilidade  de  perdas  associadas  ao   não cumprimento de   obrigações financeiras nos termos pactuados por  parte intermediadora ou   convenente de operações de crédito.

Pode-se dizer que o risco de crédito envolve a inadimplência, liquidação, valor de realização de garantias e concentração, esclarecendo que esse  último fator corresponde à impossibilidade do Banco atingir os resultados  esperados devido à dependência de um único cliente, ramo de indústria ou segmento econômico, que possui elevada participação na carteira de crédito.

No BICBANCO, o risco de crédito permeia o fomento de atividades   produtivas que é a vocação natural do banco. Os principais clientes são   empresas com atividades industriais, comerciais ou de serviços, que   geralmente necessitam de financiamento de curto ou médio prazo. Os  produtos e serviços oferecidos incluem, principalmente, empréstimos de capital de giro garantidos por recebíveis, financiamento do comércio   exterior (trade finance), operações de arrendamento mercantil, e   concessão de garantias.

Estrutura do Processo Negocial e de Gestão do Risco de Crédito (144KB)

Risco Estratégico
É o risco de perda resultante de processos envolvidos nas atividades ou de tomada de decisões que possam afetar a sobrevivência, crescimento ou obtenção de vantagem competitiva do Banco. Envolve aspectos relacionados ao planejamento, precificação de operações, custo de oportunidade e recursos humanos, especificamente a dependência de pessoas-chave, entre outros. O Comitê de Riscos foi criado para estabelecer diretrizes de gestão desses riscos, é composto por dez membros e se reúne bimestralmente. Para uma implantação efetiva das políticas estabelecidas pelo Comitê de Riscos, uma Superintendência de Gestão de Riscos está instituída. Essa unidade, que se dedica à gestão dos riscos institucionais se reporta diretamente ao Vice Presidente Operacional.

O BICBANCO entende que a gestão de riscos envolve todos na Instituição. A Superintendência de Gestão de Riscos, bem como os gerentes das diferentes unidades, são responsáveis pela identificação, mapeamento, consolidação, gestão dos riscos, identificação dos controles internos e acompanhamento da efetiva possibilidade de perda. Em conjunto com o departamento de auditoria interna, a Superintendência de Gestão de Riscos avalia a eficiência e a efetividade dos controles internos, bem como a conformidade desses controles com as políticas de gestão de riscos.
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