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2011 Relatório Anual
e de Sustentabilidade

Gestão
de Riscos

A centralização do gerenciamento dos riscos de mercado, de crédito e operacional proporciona uma visão ampliada desses riscos, maior controle de processos e decisões mais rápidas e eficazes.

GRI 4.8

O BICBANCO dispõe de Políticas de Gerenciamento de Riscos e de mecanismos para identificar, mensurar (por meio de modelagem matemática e estatística baseada nas melhores práticas internacionais), acompanhar, minimizar e controlar os riscos aos quais suas operações estão expostas. Por ser uma instituição financeira, a qualidade da carteira é suscetível às intempéries de mercado e, em razão disso, os riscos são constantemente monitorados como forma de garantir a gestão sustentável dos negócios.

Para ganhar eficiência nesse processo, a estratégia é centralizar o gerenciamento dos riscos de mercado, crédito e operacional, modelo que proporciona uma visão ampliada dos riscos. Com essa percepção, é possível aperfeiçoar os mecanismos de identificação e tomar decisões de forma mais rápida e com maiores possibilidades de atingir as metas estipuladas.

Os comitês e órgãos que gerenciam os controles e os riscos representam um eixo estratégico de suporte ao desenvolvimento equilibrado e sustentado do BICBANCO. Esse modelo de gestão de riscos é constituído por três vertentes, que incorporam aspectos socioambientais e de governança de curto, médio e longo prazos: elaboração de um plano estratégico, execução diária das medidas definidas e monitoramento constante dos resultados de cada ação pelos órgãos competentes.

RISCO DE CRÉDITO

GRI FS15

A partir do know-how adquirido em mais de 70 anos de atividades, o Banco dispõem de uma Política de Crédito que contempla todo o processo de análise no qual são avaliadas tanto circunstâncias externas (como os cenários econômicos nacional e internacional) quanto fatores internos: histórico de negociações, gestão, setor de atuação e, em especial, o rating desenvolvido pelo Banco para seus clientes.

O Comitê Executivo de Crédito, com o apoio da área comercial, é responsável pela tomada de decisões, centralização que eleva a identificação de oportunidades de negócios e garante nível adequado de tempestividade e flexibilidade. Para suas decisões, a área de concessão de crédito tem o apoio de sistemas integrados de gestão, que fornecem automaticamente as informações de acordo com o fluxo definido pela política de crédito e formalização.

O BICBANCO conta ainda, na área independente de gestão de riscos, com ferramentas de avaliação de carteiras, que possibilitam medir a rentabilidade das operações com base no capital econômico alocado e no valor de eventual perda da carteira de crédito. São realizados também testes de estresse destinados a analisar possíveis perdas em cenários considerados de risco em um intervalo de confiança de até 99,99%.

Em 2011, diante das turbulências no cenário internacional, as operações de crédito perderam força no mercado interno. Diante disso, o BICBANCO buscou ampliar seus níveis de diversificação da carteira e sustentou a política, já utilizada nos anos anteriores, de conceder crédito mediante a garantia de recebíveis e aplicações financeiras.

As Políticas de Crédito e de Risco de Crédito são aplicadas a todos os negócios que envolvam riscos e têm a missão de garantir a integridade dos ativos e níveis adequados de risco, aprimorar a administração do risco de crédito, assegurar uniformidade nas decisões e ampliar os padrões de qualidade e resultados do Banco. Essas políticas determinam as diretrizes para fundamentar as estratégias de controle em todos os níveis e reúnem, entre outros pontos:

1. Análise de distribuição dos créditos por segmento econômico, respeitando os limites de concentração em diversas atividades;
2. Níveis estabelecidos para os riscos individuais ou grupo de tomadores de recursos;
3. Avaliação do crédito por alçadas de acordo com o fluxo determinado de aprovação, o que inclui a formalização e a liberação de operações;
4. Critério de risco x retorno na aprovação de crédito para a fixação de taxas das operações;
5. Limites para Value at Risk (VaR) e VaR stress nas carteiras de crédito;
6. Adequação dos gaps de prazos e casamento de taxas e indicadores de inflação na concessão das operações;
7. Limites por VaR e VaR stress tanto para as operações de tesouraria quanto para as demais operações de ativos e passivos.

O Banco ampliou seus níveis
de diversificação da carteira
e sustentou a política de conceder
crédito mediante a garantia de
recebíveis e aplicações financeiras.

O Banco tem como prática sujeitar à avaliação dos diversos comitês todos os novos produtos, ações ou serviços que envolvam algum tipo de risco antes que sejam implantados para avaliar os controles necessários à sua mitigação ou aceitação. O objetivo é obter uma análise multidisciplinar e assegurar o gerenciamento conforme a complexidade dos produtos, a exposição ao risco e a relação risco/retorno.

Em razão desse posicionamento, a Política de Negócios impede a negociação de produtos ainda não testados ou que apresentem risco elevado de liquidez. Assim, os novos produtos e serviços não estão sujeitos a uma exposição significativa. Tradicionalmente, as operações de crédito são realizadas por intermédio de contrato de mútuo para maior segurança sem opções que modifiquem as características essenciais do produto.

ESTRUTURA DE GERENCIAMENTO DO RISCO DE CRÉDITO

Fazem parte da estrutura de gerenciamento do risco de crédito: a diretoria de governança corporativa, a diretoria de crédito, a superintendência de recuperação de ativos e o diretor-executivo responsável pelo gerenciamento do risco de crédito do Banco perante o Banco Central.

Estrutura de Gerenciamento do Risco de Crédito

Diretor-executivo Diretoria de Governança
Corporativa
Diretoria de
Crédito
Superintendência de
Recuperação de Ativos
Responsável pelo
erenciamento do risco
de crédito do BICBANCO
perante o Bacen
Gestão de risco da
carteira de crédito
Aprovação de exposição
por cliente e operação
Cobrança e recuperação de créditos
     
Diversificação do risco de crédito Fixação de taxas por operação Renegociação de dívidas
     
Mensuração do risco
e do retorno da carteira
Operacionalização de
exposição por carteira
Encaminhamento de
processos ao jurídico
     
Define as metodologias
para gestão das carteiras
Define as metodologias de avaliação do risco de operações e clientes  
     
Realiza os cálculos para
alocação de capital
Mantém os cadastros dos clientes  

CAPITAL ECONÔMICO

O Banco adota o conceito de capital econômico em seus processos internos de gestão de riscos. A tabela a seguir revela a exigência de capital total dos últimos 12 meses segundo os fatores de risco:

BICBANCO MÚLTIPLO E CONSOLIDADO
Descrição 2011
Valor Destacado Risco
Parcela de Risco de Crédito (PEPR) 1.595.281  
Parcela de Risco de Taxas de Juros (PJUR) 56.352  
Parcela de Risco de Ações (PACs) 6.168  
Parcela de Risco Operacional (POPR) 100.061  
Patrimônio de Referência Exigido (PRE) 1.757.862  
Patrimônio de Referência – Nível I 2.007.871  
Patrimônio de Referência – Nível II 877.588  
Patrimônio de Referência – Nível I + II 2.885.459  
Fator de Risco – 11% sob (PR)   317.401
Índice da Basileia – (Fator de Risco/PRE)   18,06%

O capital mínimo, em razão dos fatores de risco, é calculado da seguinte forma: PRE = PEPR + PCAM + PJUR + PCOM + PACs + POPR.

Para o BICBANCO, a exigência de capital econômico para o risco de crédito é a iniciativa de maior peso. Por isso, a distribuição desse capital está detalhada no capítulo “Cenário econômico e desempenho em operações de crédito”.

CAPITAL REGULATÓRIO

Segundo a legislação, o capital regulatório dispõe de dois níveis. O Nível 1 é constituído pelo capital acionário e os lucros acumulados, o que engloba o resultado do período, a variação cambial e a participação de minoritários. Desse nível, estão excluídos os instrumentos híbridos de capital e certos ajustes regulatórios, assim como dividendos diferidos e posições líquidas de suas próprias ações. O Nível 2 contabiliza os títulos subordinados de dívida de longo prazo.

As instituições integrantes do conglomerado financeiro do BICBANCO utilizam os critérios do plano contábil do Sistema Financeiro Nacional (Cosif) para apurar seu Patrimônio de Referência (PR) – o somatório dos Níveis 1 e 2 de capital regulatório – de forma consolidada. O acordo de capitais (Basileia II) é responsável pelo conceito e pela demonstração da importância de as Instituições utilizarem as melhores práticas na gestão dos riscos organizacionais. Também recomenda a adoção de um conjunto de medidas que combina processos, estruturas e metodologias necessárias para a efetiva gestão desses riscos. O acordo se baseia em uma estrutura conhecida como “os três pilares”:

Primeiro pilar (pilar I) – sugere melhorias e aprimoramentos nas regras destinadas a mensurar os riscos. Possibilita a utilização de modelos internos de apuração e introduz a exigência de capital para a cobertura do risco operacional.

Segundo pilar (pilar II) – determina os princípios de supervisão bancária e os critérios para o tratamento dos riscos, além das definições e dos procedimentos de gerenciamento por parte da administração.

Terceiro pilar (pilar III) – recomenda que os bancos divulguem um grupo mínimo de informações para aumentar a transparência das instituições financeiras com o objetivo de permitir que o mercado tenha instrumentos para uma avaliação mais consistente dos riscos incorridos pelas instituições no exercício das suas atividades.

Métodos personalizados de
análise e classificação de
perfil dos clientes permitem
determinar o limite
adequado de exposição.

RISCO OPERACIONAL

Aderentes às normas definidas em Basileia II e à Resolução CMN no 3.380, as Políticas de Risco Operacional são revalidadas anualmente pelo Conselho de Administração. Suas diretrizes buscam assegurar a efetividade do modelo de gestão e orientar as ações para identificar, avaliar, mensurar, mitigar, controlar e monitorar esses riscos, que são inerentes a produtos, serviços, processos e sistemas relativos ao BICBANCO e a suas subsidiárias e controladas.

A exposição ao risco operacional é calculada mensalmente e, ao menos uma vez a cada seis meses, o Banco revisa essa exposição e a metodologia de controles, o que permite eventuais ajustes para adequar a estratégia de atuação do momento e o apetite ao risco. A governança do risco operacional é compartilhada entre o Conselho de Administração, a diretoria e os Comitês Operacional e de Controles Internos, com a supervisão do Comitê de Auditoria, e compete a estes determinar o nível adequado de tolerância ao risco no período. Para gerenciar os riscos operacionais com assertividade, foi criada uma estrutura capaz de atender à necessidade de um efetivo sistema de controles internos, condição fundamental para minimizar os riscos de erros humanos e irregularidades em processos, produtos e sistemas.

O controle dos riscos operacionais segue o modelo gerencial de avaliação econômica por linha de negócios, proposta que quantifica esses riscos por meio de modelos estatísticos. Esse formato permite calcular as perdas esperadas e alocar capital para perdas não esperadas (VaR no intervalo de confiança de até 99,9%). A destinação do capital para o risco operacional está alinhada com a legislação em vigor e usa como referencial a Abordagem Padronizada Alternativa Simplificada, prevista na Circular nº 3.383 do Banco Central de 30 de abril de 2008 (veja mais sobre a estrutura de gerenciamento de risco operacional no site www.bicbanco.com.br/ri).

Plano de Continuidade de Negócios (PCN)

GRI 4.11

O Banco revisa constantemente
sua exposição aos riscos
operacionais e as metodologias
de controle
para adequar
a estratégia de atuação ao
momento econômico.

Criado com o propósito de minimizar perdas e assegurar a capacidade operacional do Banco no caso de acontecer algum desastre ou qualquer outra interrupção drástica dos negócios, o PCN é um conjunto de medidas preventivas e de recuperação. Foi incorporado pela área de gestão dos riscos operacionais por estar ligado diretamente à execução dos negócios e tem como objetivo superar um simples plano de seguro das estruturas da Instituição.

O PCN prevê medidas para assegurar a capacidade contínua de operação do Banco. O plano detalha as ações efetivas a serem implantadas em cada processo ou em cada atividade crítica com alto potencial de impacto diante dos fatores externos adversos que possam provocar interrupções drásticas nos processos e nas atividades do Banco (como catástrofes naturais, epidemias ou atos de terrorismo alheios aos controles internos) e está distribuído em três módulos:


RISCO DE MERCADO

São mantidas estruturas
de prazos
dos ativos e
passivos para assegurar
uma administração
prudente do risco de
liquidez de fluxo de caixa.

GRI DMA SO – Conformidade

O Banco dispõe de políticas que abrigam as diretrizes estratégicas para gerenciar esse risco e os procedimentos na tomada de decisão. Em sintonia com as políticas do Banco e as melhores práticas de mercado, as normas combinam fatores quantitativos – como métricas e parâmetros de referência para risco de taxa de juros – e aspectos qualitativos, entre eles política de hedge, abrangência da gestão e segregação de funções.

Esse modelo contempla todos os ativos e passivos das carteiras. Por estarem em conformidade com as normas regulamentares, as políticas de gerenciamento de riscos de mercado se transformaram em ferramentas vitais para aperfeiçoar o uso do capital, atingir a melhor relação risco/retorno e identificar oportunidades de negócio. O BICBANCO tem como prática operar somente em mercados legalmente autorizados e utilizar instrumentos que garantam liquidez. A estratégia evita distorções de preço que possam comprometer os resultados do Banco.

O Banco dispõe de um Comitê Executivo de Tesouraria, que responde pelas decisões estratégicas e pela Política de Contingência, além de avaliar regularmente os limites de liquidez e, por sua importância, os modelos de estresse. Cabe ao órgão estabelecer os limites mínimos de caixa e de concentração de passivos e garantir recursos para atender à demanda em diversos cenários (históricos ou de projeção). Também são mantidas estruturas de prazos dos ativos e passivos para assegurar uma administração prudente do risco de liquidez de fluxo de caixa por meio das seguintes ferramentas:

Regularmente, o Comitê de Tesouraria se reúne com a área de gestão de riscos para avaliar as análises de sensibilidade do conjunto de operações com instrumentos financeiros e definir um leque de cenários em ambiente de crise. Para gerenciar a exposição e a conformidade com os limites fixados pelo Comitê, o Banco apura todos os dias o valor das posições marcadas a mercado (MtM) e calcula o Value at Risk (VaR) e o VaR stress, além de monitorar a composição de seus ativos e passivos, detalhados por indexador. Em 31 de dezembro de 2011, os principais fatores de risco dos derivativos operados pelo Banco incluíam cupom de dólar, taxa de câmbio e taxa de juros.

Alinhadas com sua Política de Gestão de Riscos, as operações que o Banco normalmente realiza com derivativos visam atender as demandas de seus clientes e minimizar os riscos de operações financeiras. Suas carteiras estão divididas em duas categorias de acordo com o objetivo da operação: 1) operações estruturais para a gestão ativa da carteira do Banco (Banking Book), incluindo eventuais hedges; e 2) operações com intenção de negociação destinadas à revenda para obter benefícios com as oscilações de preços e realização de arbitragem (Trading Book).

O Trading Book, ferramenta usada para assumir posições proprietárias e de gestão de riscos dos derivativos negociados com clientes, tem o propósito de administrar riscos de mercado que resultem, em especial, de flutuações em taxas de juros, câmbio e preço de ativos. No exterior, os negócios com derivativos têm a função de hedge para captações internacionais, enquanto no Brasil a maior parcela desses contratos que o Banco negocia para seus clientes se refere a operações de swap e mercado futuro, todas registradas na BM&FBovespa ou na Cetip. Por sua vez, os contratos futuros de DI e dólar da BM&FBovespa servem de instrumento de trava para taxas de financiamentos em operações para clientes, por prazos ou moedas descasados, com os recursos destinados a esse fim.

Em 2011, os níveis médios de risco global mantiveram paridade com a estabilização das volatilidades dos diversos fatores de risco, sem alterações significativas. Quando comparados ao patrimônio líquido, os limites e a exposição do BICBANCO ao risco permaneceram em níveis baixos. O Banco gerencia suas exposições de forma consolidada, com análise dos impactos de diversos cenários e realização de testes de estresse. O quadro gerencial apresenta a composição detalhada por indexador dos ativos e passivos mantidos no País em 31 de dezembro de 2011:

O modelo de gestão do
risco foi elaborado para
impedir que a variação na
cotação das moedas tenha
impactos negativos nos
resultados.


Indexador Ativo (Valor) Passivo (Valor)
Prefixado 1.968.236.605,38 919.392.264,11
LFT/LBC 175.327.134,61 427.132.299,14
CDI 8.925.543.286,35 9.390.211.166,60
Dólar – BCC VEN 3.798.253.904,81 4.527.643.638,63
TR Mensal 11.673.717,88 11.826.200,01
IGPM 544.858,56 29.559.603,33
IPCA 491.971.192,02 1.109.594.785,89
TJLP-09 2.982.816,21  
UR1516-BTN 10.849.000,00  
Total 15.385.382.515,82 16.451.359.957,71
Descasamento   (1.029.977.441,89)

Na área de câmbio, o modelo de gestão do risco foi elaborado para impedir que a variação na cotação das moedas tenha impactos negativos nos resultados. Essa neutralização do risco cambial é obtida com investimentos remunerados em reais, por meio de instrumentos financeiros derivativos. A Política de Gerenciamento dos Riscos foi estrategicamente elaborada para não gerar exposição relevante em moedas estrangeiras a ponto de exigir capital para sua cobertura, posicionamento coerente com sua atividade principal (concessão de crédito). A maior fatia das posições de ativos e passivos do Banco está naturalmente “hedgeadas”, uma vez que as aplicações e captações são indexadas ao CDI, assim como as captações internacionais têm seu hedge com derivativos apropriados.

Risco de taxas de juros

O BICBANCO e suas controladas captam recursos em suas atividades operacionais, principalmente por intermédio do investimento de clientes. A maior parte desses recursos se destina a complementar a necessidade de caixa e é remunerada pelo CDI. O risco de taxa de juros está na possibilidade de variação desse indexador. Para mitigar esse risco são realizadas operações de financiamento e empréstimos para clientes, também indexadas ao CDI. Assim, apenas o dessas operações está exposto à volatilidade do CDI, ainda que os resultados possam ser afetados caso haja flutuações expressivas.

Risco de taxa de câmbio (cupom cambial e dólar à vista)

O Banco utiliza derivativos como swaps e contratos futuros de dólar para anular ou minimizar eventuais perdas cambiais provocadas por uma acentuada desvalorização do real ante as moedas estrangeiras. As operações de hedge cambial são realizadas em conjunto em valor, prazos e moedas, o que substitui a exposição cambial dos empréstimos pela exposição à taxa do CDI. Como precaução, o Banco realiza os negócios a fim de que todos os vencimentos das operações e seus hedges tenham liquidação simultânea.

Riscos de Bolsa (BM&FBovespa)

O Banco não realiza operações substanciais em bolsa de valores. Em 31 de dezembro de 2011 o risco representava 0,4% do patrimônio de referência exigido. A exposição aos riscos de Bolsa está na posição da carteira de trading da tesouraria. A carteira pode conter negócios com ações e futuros sujeitos a riscos de volatilidade, o que poderia provocar impacto nos resultados.

Risco de inflação

O risco de inflação decorre de posições de títulos ou empréstimos indexados a índices de preços, com hedge imperfeito ou inexistente. O modelo de gestão dos riscos adotado pelo Banco e a política de exposição afastam o risco de grandes impactos, mesmo em cenários adversos, conforme foi descrito nas explicações e justificativas deste capítulo. Em seus negócios, o BICBANCO opera com gaps mínimos entre ativos e passivos, além de manter hedge em todas as operações atreladas a indexadores como CDI, taxas de câmbio e inflação. A partir desse posicionamento, não é esperado que uma eventual volatilidade determine alterações substanciais nos resultados uma vez que BICBANCO concentra seu ganho como instituição financeira no spread das operações.

RISCO SOCIOAMBIENTAL

GRI 1.2, FS1, FS2, FS4, DMA HR – Direitos Indígenas, HR9, DMA HR – Práticas de Investimento e Aquisições, DMA HR – Liberdade de Associações e Negociação Coletiva, DMA HR – Trabalho Infantil, DMA HR – Prevenção do Trabalho Forçado e Compulsório e DMA EC – Impactos Econômicos Indiretos

A Política de Riscos
Socioambientais
determina
ações e procedimentos que
devem ser observados em
todas as etapas do
relacionamento
com clientes.

O BICBANCO dispõe de uma política específica para esses riscos, que integra a questão socioambiental aos negócios e busca uma evolução na relação entre atividades financeiras/comerciais e meio ambiente/sociedade. Coerente com a estratégia para o relacionamento com seus stakeholders, as normas incluem também aspectos de governança corporativa.

A Política de Riscos Socioambientais determina ações e procedimentos que devem ser observados em todas as etapas do relacionamento com clientes, desde o processo de aceitação de um cliente até a aprovação de crédito, investimentos e manutenção do relacionamento. O objetivo é gerenciar os impactos indiretos e evitar que fatores socioambientais relacionados a clientes influenciem em seu desempenho, na reputação corporativa ou entrem em conflito com os princípios que o Banco adota e defende.

Para intensificar a efetividade das diretrizes e do controle dos riscos foram realizados treinamentos internos específicos em 2011, disseminando os valores socioambientais na cultura do Banco e com as partes interessadas com quem interage.

Com base no monitoramento dos riscos e impactos socioambientais, a estratégia para gestão desse risco leva em conta os seguintes aspectos:

(Veja mais no capítulo “Sustentabilidade”.)

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